Chegou o dia de  conhecer a Isla Palenque , uma ilha na costa oeste do Pacífico bem próxima a Costa Rica, no Golfo Chiriquí. Que fui conhecer a convite do meu amigo Aris e de sua esposa Vanessa que trabalham aí,

Na verdade só tem um hotel de luxo e o acampamento dos funcionários , que são mais ou menos uns 30. Tudo muito exclusivo, com decoração rustica e atenção especial a gastronomia ( especialmente pelo chef kuna Morris, com destaque aos frutos do mar.)

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Originalmente, um palenque em espanhol se referia a um refúgio para escravos fugitivos. Durante o período colonial na América Central os nativos indígenas eram contratados para trabalhar em minas e aqueles que escapavam buscavam asilo em zonas como a atual Isla Palenque.  Se sabe que aí também  foi uma antiga comunidade agricultora pré-colombiano e que  alguns anos atrás durante  as escavações para construir o hotel e o alojamento foram encontradas várias peças indígenas de centenas de anos.  Alguns pesquisadores e arqueólogos  estiveram pela ilha para começarem os estudos mais detalhados.

Já no primeiro dia conheci o bichinho de estimação de  Aris e  Vanessa, um mapache (em português guaxaim) que apareceu perdido no acampamento quando era um bebê ainda. Daí cuidaram e agora não pode mais voltar para selva porque não saberia se defender, Assim que agora ele fica numa jaula grande no quarto. Me deu pena de ver o bicho preso , mas ele é muito agitado!! Várias vezes soltava para brincar mas ele queria morder de brincadeira todo tempo, assim que tinha que prende-lo de volta. Uns meses atrás ele escapou e voltou 5 dias depois todo lanhado, fraco e quase morrendo com uma ferida grande na barriga. Por isso que agora todos tem o maior cuidado com ele.

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Na ilha tem muitos bichos: macacos, crocodilos, cobras, aranhas, iguanas, gaviões, peixes e agora (junho e julho) é época das baleias e golfinhos também. Assim que não me animei a explorar muito a ilha sozinha de tanto que falaram dos perigos do lugar.

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Um dia um funcionário apareceu com uma cobra enrolada no  braço no escritório para mostrar que estava no acampamento. E eu perguntei em espanhol: Es venenosa? Ele me responde: No, es una BOA. E eu, ai que bem! E justo tava falando com Quique e disse a ele que era uma cobra BOA. E ele mas tu sabe que a BOA é essa cobra que quando grande é essa que asfixia os bichos como o bezerros e  outros bichos grandes e  tritura os ossos antes de engoli-los  !!?? Bem que eu tinha achado estranho o homem me responder em português que era uma BOA..haha.. coisas do idioma!!

Fiz caiaque um dia pela volta da ilha, pescaria e saímos para coletar lixo na praia (num lugar pequeno, mais de 3 sacos grandes de lixo de isopor, plástico e vidro…e sapatos, isqueiros, garrafas, desodorantes…).

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Também um passeio até Ilhas Secas em 1 hora de barco pra dentro do Pacífico e pelo caminho baleia e golfinhos, com direito a  snorkel  e almoço.

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O bom que eu ficava com os funcionários, aprendi bastante coisa com eles  tanto quanto cultura, histórias, comidas e lugares daqui do Panamá. Sempre comia no refeitório com eles, 3 vezes por dia : café-da-manha era mandioca com ovo, almoço era arroz com lentilha e na janta era  arroz com feijão. Quase sempre ia na horta e pegava uns verdes para acompanhar as comidas, já que estava começando a sentir falta de um pão, queijo, frutas, chocolate, massa… Tudo muito simples e todos super atenciosos e queridos (que até separavam a comida pra mim sem carne). Um doce que conheci por eles foi a pesada de nance (um creme dessa frutinha com o gosto estranho).

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Fiquei uma semana na ilha, já estava sentindo falta da minha bicicleta para sair mais a vontade e ver coisas por minha conta.

Já com minha bicicleta voltei de Boca Chica até David pela Estrada Interamericana, que estava em obra em boa parte do trecho. Foram 65 km com bastante subidas e sem acostamento, menos mal que era domingo cedo que não tinha muito movimento de caminhões e tampouco o sol estava muito forte.

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Depois de 4 horas já chegando em David compro alguns mamóns chino (parecido com a lichia), uma papaya grande e umas bananas. Era tudo que eu estava precisando para meu almoço!

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