A expectativa para chegar na Isla Colón (Bocas del Toro) era grande, principalmente porque já estávamos descansados e agora queríamos conhecer este paraíso de arquipélago localizado no Mar do Caribe.

Para chegar até a ilha tem duas formas: de lancha-taxi ou de ferry boat. Para o nosso azar o único dia que o ferry boat não funciona é na segunda-feira, justo no dia que estávamos. Azar eu digo porque era mais barato o percurso tanto de passageiros como de bicicleta mas demora umas 2 horas. O jeito foi ir de taxi-lancha ( 4 dólares por pessoa e mais 2,50 dólares por cada bicicleta.) que saia a cada 30 minutos e não levava mais que isso para chegar até a ilha.

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Chegando na ilha já deu para perceber as águas cristalinas da região pois parecia que o barco estava suspenso no ar de tão transparentes . E também de primeiro momento já se via a influencia da arquitetura caribenha com as casas de madeiras coloridas.

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Encantados também com a pouca utilização de carros e sim a bicicleta ou scooters e quadricículos. Desde o começo já nos sentimos em casa!

O nosso contato em Bocas del Toro era o Cahuil, um argentino muito gente boa que há alguns meses estava morando na ilha. Ele, Matilde e Arigato(uma gata muito louca) nos receberam super bem e logo já nos deram várias dicas de trajetos em bici e lugares para conhecer.

Fomos conhecer de bicicleta a praia Bluff que fica uns 12 km de onde estávamos e pelo caminho passávamos por várias praias menores. Com estradas de asfalto, terra ou areia íamos contornando esta parte da costa.

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A praia é bem bonita mas bem complicada de tomar banho. Ondas grandes, correnteza forte e mar profundo com várias pedras, mas nada disso tirou nosso sossego e tranquilos passamos a tarde com nossos lanchinhos feito em casa desfrutando deste lugar .

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Dormimos na barraca no pátio bem em frente ao apartamento de Cahuil, e na nossa primeira noite já tivemos um grande susto: fomos atacados pela Arigato. Incrível a esperteza e loucura desta gata que apesar de levarmos na brincadeira deixou algumas marcas de unhas na barraca.

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No outro dia, saímos para explorar o outro lado da ilha com destino a Playa Estrella, com algumas paradas antes de chegar lá. Novamente em bici, agora eram uns 18 km em uma estrada de bastante subidas mas muito agradável e bonita.  Caminhos com túneis verdes e árvores centenárias enormes que te deixam de queixo caído. Por exemplo essa…

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Quase na metade do caminho fomos conhecer a Gruta, um lugar cheio de morcegos e totalmente escuro, com água pela cintura  que atravessamos com o auxílio de uma lanterna, que foi a nossa salvação. No interior da gruta também se encontra várias estalactites e estalagmites, memórias de milhares de anos da filtração da água através do teto poroso.

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Uma senhora chamada Pastora é a responsável pelo local, na qual cobra 1 dólar pela entrada para manutenção. Na entrada da gruta existe um pequeno altar onde se rezam missas em tributo a Virgem do Carmo, padroeira católica da região.

Após esperar a chuva dar uma trégua seguimos rumo a Playa Estrella, já era tarde assim que resolvemos apressar o passo.

Chegamos em Boca del Drago, um praia bem tranquila e com água cristalina. Deixamos as bicicletas e fomos caminhando até a Playa Estrella .

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Esta praia sim era um verdadeiro paraíso para descansar, águas tranquilas sem muitas ondas. Resolvemos sentar e pedir um prato típico: peixe com patacones !  Que sabores… Pena que já estava ficando escuro e tivemos que voltar, acabamos nem vendo as estrelas-do mar  e retornamos, já que tínhamos ainda uns 20 km para voltar em bicicleta.

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Chegando em casa e me dou conta que esqueci a parte de cima do biquíni na praia (mas para minha surpresa, no outro dia volto no mesmo lugar e um funcionário de um restaurante perto tinha achado e guardado. Valeram a pena os quase 40 km de bici para tentar recupera-lo.)

Na noite, Cahuil nos convidou para assistir sua performance de malabares com fogos em um restaurante no centro de Bocas. Acabamos indo três noites seguidas, uma estava sozinho, outra vez com uma “compa” (como ele dizia) e depois ele e mais dois.

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Muito legal essas apresentações, com muitos efeitos e agilidade que o público do restaurante ficava encantado, e nós também.

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Era vez de conhecer um pouco das ilhas ao redor, assim que escolhemos pegar uma lancha até Bastimentos, uma ilha que chegamos em 15 minutos.  Lá,  sentimos as pessoas locais indiferentes com nossa presença. Que por mais que haja turismo por ali, eles não fazem questão de trabalhar com isso.

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Resolvemos fazer a trilha para a Praia  Wizard, era um caminho muito estranho. Sem sinalização, com muita lama e sem estrutura para caminhar. Foram uns 40 minutos de caminhada sem saber se estávamos no caminho certo até chegarmos a deserta praia.

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Aí ficamos um tempo, mas para aproveitar o mar estava difícil: uma correnteza forte vinda de todos os lados fez que não conseguíssemos ficar muito no mar.

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Na volta resolvemos pegar uma lancha até a ilha de Carenero onde as praias eram mais serenas.  A ideia era percorrer toda ilha caminhando, mas a noite já estava chegando e voltamos para Bocas.

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Nos últimos dias tivemos a companhia do viajante espanhol Adrián (também malabarista) que  ficou na casa do Cahuil através do Couchsurfing. Foram jantares, cafés-da-manhã agradáveis e bastante conversa e conhecimento compartilhados.

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Foi uma experiência muito linda nesses 5 dias na ilha, além dos lugares paradisíacos, todas as pessoas que conhecemos foram muito especiais e com certeza levaremos com a gente nesse nosso caminho.

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